MUITO
MAIS DO QUE ESPERANÇA!
“Se
admitimos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior;
ora, este é o testemunho de Deus, que Ele dá acerca do seu
Filho. Aquele que crê no Filho de Deus tem em si o testemunho. Aquele
que não dá credito a Deus, o faz mentiroso, porque não
crê no testemunho que Deus dá acerca do seu filho. E o testemunho
é este, que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está
no seu Filho. Aquele que tem o filho, tem a vida; aquele que não
tem o Filho de Deus não tem a vida. Estas cousas vos escrevi a
fim de saberdes que tendes a vida eterna, a vós outros que credes
em o nome do Filho de Deus.” ( 1 João 5 : 9 a 13
)
A
primeira vez que eu li estes versículos, fiquei maravilhado! O
verso 13, em particular, impressionou-me por estas palavras: “Estas
coisas tenho eu escrito para vocês, para que creiam no nome do Filho
de Deus, para que vocês saibam que têm a vida eterna.”
Isto foi um desafio para mim, para a fé que eu tinha. Fiz uma reflexão
profunda. Examinei meus conhecimentos, meus sentimentos, minha religião
e me interroguei: “Tenho eu convicção de vida eterna?”
Embora eu fosse uma pessoa bem religiosa, cheguei à conclusão
que não tinha certeza de vida eterna, não havia em mim esta
segurança.
Por muitas gerações, meus familiares foram católicos
romanos dedicados. Um dos meus ancestrais, tinha aberto sua casa para
ser usada como uma capela, onde a missa era rezada regularmente. Meus
pais eram muito envolvidos na Igreja Católica Romana. Minha mãe
foi um senhora de muita oração, com novenas, rosários
e muita devoção à virgem Maria e muitos outros santos.
O meu pai pertencia à confraria da Sagrada Família, uma
organização de homens que reúne-se uma vez por semana
para adorar Jesus, Maria e José, conhecida como A Sagrada Família.
Nossos pais tinham grande influência sobre nós; e eu lembro-me
de todos nós ajoelhados, juntos, à noite, rezando o Rosário
para a Virgem Maria. Eu também acompanhei meu pai para muitas reuniões
desta confraria, ao longo dos anos.
Iniciei minha vida escolar no convento local e fui ensinado pelas freiras.
Então, após fazer a primeira comunhão, freqüentei
a escola dos Irmãos Cristãos. Um dos garotos de minha classe
era protestante. De fato, ele era o único protestante em toda a
escola. Embora procedêssemos de tão diferentes origens e
tradições, nós éramos grandes amigos e tínhamos
uma coisa em comum: esperávamos ir para o céu quando morrêssemos.
Eu achava que, por ser Católico Romano, iria para o céu.
Acreditava que, pelo fato de ser batizado e por sempre ir ao confessionário,
sempre comungar, por ter feito já minha confirmação
e regularmente assistir a missa, realmente esperava ir para o céu
porque a prática de todas estas coisas me davam a esperança
de ir para o céu.
Enquanto isso, o meu amigo também esperava ir para o céu,
porque ele tinha sido batizado, era membro de uma igreja protestante,
tinha aprendido o catecismo, ia todos os domingos à escola domonical
e tinha feito pública profissão de fé. Ele realmente
esperava que a prática de todas estas coisas lhe garantisse a entrada
no céu, quando morresse. Eu esperava que a minha igreja Católica
Romana, fizesse tudo por mim, para me garantir um lugar no céu.
Meu amigo esperava também que a igreja protestante, à qual
ele pertencia, fizesse tudo para lhe assegurar um lugar no céu.
Depois que eu deixei a escola, arranjei emprego numa funerária
e ali, funeral após funeral, vi pessoas com corações
partidos, esperando que seus entes queridos, que estavam sendo sepultados,
tivessem ido para o céu. Eu vi famílias com o coração
quebrantado, chorando ao lado do túmulo, na incerteza se o seu
familiar tivesse ido realmente para o céu.
Num funeral de um católico romano, eu vi o padre tentando confortar
a família, mas ele também estava na incerteza se aquela
pessoa que havia falecido teria ido ou não para o céu.
O padre não sabia, a família não sabia, os amigos
não sabiam e certamente o falecido também não sabia;
portanto, o padre iria celebrar missas e mais missas pelo morto, esperando
que elas o ajudassem a chegar ao céu. A família e amigos
pagariam pelas missas em favor do seu ente querido, ano após ano,
na esperança, de que todo este esforço ajudasse para a salvação
do seu querido amigo ou parente. Cada ano, no mês de novembro, o
padre distribuía para cada casa da sua paróquia, uma lista
na qual as pessoas escreveriam os nomes dos falecidos membros da família.
Aquelas listas voltariam para o padre e no dia de todos os santos, missas
seriam rezadas em favor dos nomes daquela lista, na esperança que
as missas ajudassem a salvá-los.
Eu lembro bem de minha mãe escrevendo os nomes dos nossos familiares
falecidos e enviando-os para o padre, juntamente com o dinheiro para pagar
pela missa. Nós estávamos sempre fazendo isto numa “esperança
incerta”, pois nem mesmo o padre sabia quantas missas seriam necessárias
para garantir a salvação de uma alma. Nunca chegamos a ter
certeza que estas coisas funcionavam realmente. As pessoas também
poderiam ir para a igreja no dia de finados e fazer suas orações
e acender suas velas. Esperançosos…porém incertos.
Eu pensei e disse para mim mesmo: O que acontecerá quando chegar
o meu dia de partir? Eu pude me imaginar no leito de morte apenas esperançoso
de ir para o céu. Esperançoso, mas não seguro. Que
situação terrível esta, para quem está a beira
da morte: não saber para onde está indo, apenas tendo uma
vaga esperança que irá para o céu. Oh! Como eu desejaria
saber com certeza. Ter uma certeza em lugar de uma “vaga esperança!”
Muitos anos depois, eu ainda vivia nessa vaga esperança de ir para
o céu quando morresse.
Já estava casado, com família, e se meus filhos tivessem
me perguntado: “Papai, você irá para o céu quando
morrer?” eu teria respondido: “Eu acho que sim, mas não
tenho certeza. Eu desejaria saber.”
Em novembro de 1975, encontrei um amigo que contou-me que sabia definitivamente
que iria para o céu quando morresse. Eu o conhecia muito bem, havia
muitos anos e eu sabia que, por um longo tempo ele apenas tivera esperança
de ir para o céu, mas agora ele diz não ter nenhuma dúvida.
Agora tinha certeza que iria para o céu. Perguntei-lhe como havia
adquirido essa segurança e ele contou-me que a tinha adquirido
lendo as Sagradas Escrituras.
Ele contou-me que, na Bíblia, Deus tinha revelado seu PLANO DE
SALVAÇÃO. Ele encourajou-me a lê-la. Eu li na primeira
carta de João no cap. 5 ver.13 estas palavras maravilhosas: “Estas
coisas eu tenho escrito para vocês, para que creiam no nome do Filho
de Deus; para que vocês possam saber que têm vida eterna.”
As palavras “PARA QUE VOCÊS POSSAM SABER”, eram exatamente
tudo o que eu precisava. Eu necessitava saber que grande diferença
existia entre estar esperançoso e ter a certeza absoluta, saber
que você realmente “já tem” a vida eterna, e
foi na palavra de Deus que eu soube que tinha a vida eterna em Jesus Cristo.
Então eu perguntei a mim mesmo: Para quem estas coisas são
escritas? E eu vi a resposta claramente na palavra de Deus: “Estas
coisas são escritas para que você creia.” Você
creia o quê? A resposta estava na Primeira carta de João
capitulo 5;11 “E o testemunho é este, que Deus nos
deu a vida eterna; e essa vida está no seu Filho.”
Esta era a resposta! A vida eterna estava em Cristo, na pessoa, e no seu
trabalho em nosso favor, pela remissão de nossos pecados. Eu pude
claramente entender que a VIDA ETERNA estava numa pessoa e não
em uma religião! No Evangelho do João cap. 14 ver 6, lê-se:
“Disse Jesus: ‘Eu sou o caminho, a verdade e a vida:
Ninguém vem ao pai, senão por mim.’ ”
Eu tinha acreditado, por muitos anos, que religião era o caminho
para a vida eterna, o caminho para o céu, mas, aqui, a Palavra
de Deus não estava falando sobre religião, mas sobre um
relacionamento com a pessoa do Senhor Jesus Cristo. Estava falando sobre
crer na pessoa de Jesus, confiar no seu trabalho para perdão dos
nossos pecados e viver em sua dependência. Outros versículos
maravilhosos no Evangelho de S. João me levaram a entender com
profundidade o plano de salvação de Deus para nós,
pecadores. São João cap. 3 ver 16 diz: “PORQUE
DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA QUE DEU O SEU FILHO UNIGÊNITO PARA
QUE TODO AQUELE QUE NELE CRÊ NÃO PEREÇA MAS TENHA
A VIDA ETERNA.”
Todo aquele que nele crê, que depende dele, confia e espera nele
NÃO PERECERÁ, mas tem a vida eterna. Eu observei particularamente
neste versículo quando diz: “DEUS AMOU O MUNDO DE TAL MANEIRA…”
mas, o que isto significava para mim? A frase “AO MUNDO DE TAL MANEIRA…”
incluía-me! E assim eu descobri que Deus realmente me ama como
um individuo. Tudo o que eu sabia antes era que eu era um pecador e que
meu pecado tinha que ser pago após a morte. Na realidade a Bíblia
nos diz em Romanos cap. 3 ver. 23: “Pois todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus.”
Com toda a certeza eu também estava incluído aqui! Todo
nós temos pecado e destituídos estamos da glória
de Deus. Mas quando eu li em Romanos cap. 5 ver. 8 “Mas
Deus prova o seu amor por nós, pelo fato de ter Cristo morrido
por nós, sendo nós ainda pecadores,” estas
maravilhosas palavras aqueceram meu coração e me levaram
a sentir a dimensão do amor de Deus. “QUANDO NÓS
ÉRAMOS AINDA PECADORES, Cristo morreu por nós.”
Na primeira epístola de Pedro, no cap. 2 vers. 24, eu li referente
ao Senhor Jesus: “CARREGANDO ELE MESMO EM SEU CORPO SOBRE
O MADEIRO, OS NOSSOS PECADOS…” As palavras “nossos
pecados” realmente mexeram comigo!
Eu fiquei maravilhado, quando entendi o plano de Deus para a salvação.
Em mim já não havia mais dúvidas ou incertezas. Ele
nos salvou. Não foi religião, nem nossas obras, mas tão
somente o grande amor de Deus, em Cristo Jesus.
De acordo com a Palavra de Deus, o nosso esforço pessoal de nada
vale para a nossa salvação. Segundo a Palavra, nós
somos salvos pelo que Deus fez por nós e não pelo que temos
feito.
Tudo procede do amor e da misericórdia de Deus por nós,
manifesta aos homens quando o Senhor Jesus foi levantado na cruz lá
no calvário.
Portanto não importam as obras, os sacrificios pessoais, a religião
a que pertençamos, a igreja ou denominação. Nenhuma
destas coisas ou todas elas juntas poderiam jamais salvar-nos. Uma coisa
só, necessitamos: “FÉ NAQUELE QUE FEZ TUDO
POR NÓS.”
A Palavra nos diz: “pela graça sois salvos mediante
a fé…”
( Efésios cap. 2 ver. 8 ). E no livro de Tito cap. 2 ver 11, “Portanto
a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens.”
Aqui estava a grande diferença entre o caminho do homem para a
salvação e o caminho de Deus.
O caminho do homem para a salvação consistia em pertencer
a uma igreja, fazer penitências, esforçar-se, procurando
sempre fazer o melhor, para alimentar uma esperança de que seria
aprovado por Deus, e ir para o céu, após passar um tempo
indeterminado num lugar intermediário, chamado purgatório.
Nenhuma segurança, nenhuma certeza.
O plano de Deus para salvação, era bem diferente do que
eu conhecia. “A graça de Deus se manifestou salvadora
a todos os homens.” ( Tito 2:11 ).
A graça de Deus é um favor imerecido para o pecador. É
a graça de Deus que traz salvação para o pecador.
Está bem claro na Palavra de Deus. Efésions 2:5 “PELA
GRAÇA SOIS SALVOS.” É a ação
de Deus alcançando pecadores sem esperança, revelando que
seu amor ( por eles ) é tão grande que Ele, Deus, mandou
seu filho ( o Senhor Jesus ) para a cruz, ocupando assim o lugar de todo
pecador para pagar pelos pecados de cada um, como está escrito:
“O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele…” Isaias
53 : 5.
Em Romanos 3:24 diz: “Sendo justificados gratuitamente,
por sua graça mediante a redenção que há em
Cristo Jesus.” Isto muito me impressionou: SENDO
JUSTIFICADO GRATUITAMENTE…
Gratuitamente significa que a salvação foi dada livremente,
sem você ter que pagar qualquer coisa a Deus por ela. Salvação
é um presente de Deus para o pecador, que cré e aceita pela
fé a obra redentora de Jesus Cristo no calvário, entregando
sua própria vida por nós, pecadores.
Pela fé, eu me apropriei de salvação, dizendo-lhe:
“Senhor, eu sei que sou pecador e que mereço ser condenado,
por causa dos meus pecados.
Eu sei que não há nada que a Igreja possa fazer para minha
salvação. Eu sei também que não há
nada que eu possa fazer para merecer o céu. Eu sempre esperei que
a Igreja fizesse alguma coisa por minha salvação, paralelamente
às minhas boas obras, Cheguei à conclusão que estava
acreditando no plano dos homens para a salvação e não
no plano de Deus. Eu te agradeço, ó Deus, por me mostrar
claramente, através de Sua Palavra, que Salvação
é uma dádiva de Deus, que o Senhor dá gratuitamente
a todo aquele que crê.
Eu estou muito grato, porque o Senhor não apenas amou o mundo,
mas amou-me o suficiente para mandar seu filho Jesus morrer por mim. Obrigado,
Senhor!”
Amigos, desde aquele dia que entendi o marvilhoso plano de Deus para mim
e para todos que nele crêem, eu não estou mais dependendo
da Religião para minha salvação. Sumiram as minhas
incertezas.
Agora, eu tenho um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo. Eu
só dependo de Jesus e por isso tenho segurança porque Ele
não falha jamais. Ele é o filho de Deus que me amou e deu
sua vida por mim. Eu me arrependi de todos os meus pecados e sei que estou
perdoado.
Hoje, quando leio a Primeira Carta de João 5:13 “Estas
coisas eu tenho escrito para que creiam no nome do filho de Deus e para
que saibam que tens a vida eterna, vós todos os que credes no nome
do filho de Deus.” Eu estou crendo, confiando a dependendo
só no Senhor Jesus Cristo, pois só Ele pode perdoar pecados
e nos dar vida eterna.
Não tenho mais incerteza, não mais ansiedade acerca da vida
futura. Agora eu sei que pela fé no Senhor Jesus eu irie um dia
para o céu. Ele me garante isso. Esta segurança, sa baseia
no fato de que “Deus amou o mundo de tal maneira, que deu
o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê, não
pereça mas tenha a vida eterna.” ( João 3:16
)
© Dick Keogh 2001
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